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Quotes from João Guimarães Rosa

Em Diadorim, penso também – mas Diadorim é a minha neblina...
~ João Guimarães Rosa
Na própria precisão com que outras passagens lembradas se oferecem, de entre impressões confusas, talvez se agite a maligna astúcia da porção escura de nós mesmos, que tenta incmpreensivelmente enganar-nos, ou, pelo menos, retardar, que prescutemos qualquer verdade.
~ João Guimarães Rosa
Eu não podia tão depressa fechar meu coração a ele. Sabia disso. Senti.
~ João Guimarães Rosa
Ah, o tempo é o mágico de todas as traições... E os próprios olhos, de cada um de nós, padecem viciação de origem, defeitos com que cresceram e a que se afizeram mais e mais.
~ João Guimarães Rosa
Todas as mulheres eram bonitas. Todo anjo do céu devia de ser mulher.
~ João Guimarães Rosa
The devil doesn´t exit. That´s what I´d tell them if they asked me. The humanly human exists...the transit.
~ João Guimarães Rosa
Solo è possibile vivere vicino a un altro, e conoscere un'altra persona, senza pericolo di odio, se si ha amore. Qualsiasi amore già è un poco salute, un riposo nella pazzia.
~ João Guimarães Rosa
Eu sei: nojo é invenção, do Que-Não-Há, para estorvar que se tenha dó.
~ João Guimarães Rosa
Sofrimento passado é glória, é sal em cinza.
~ João Guimarães Rosa
Vivendo minha sorte, com lutas e guerras!
~ João Guimarães Rosa
Ah, para não se ter medo é que se vai à raiva.
~ João Guimarães Rosa
Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver – a gente sabendo que ele não existe, aí é que ele toma conta de tudo. O inferno é um sem-fim que nem não se pode ver.
~ João Guimarães Rosa
o Major Saulo, de botas e esporas, corpulento, quase um obeso, de olhos verdes, misterioso, que só com o olhar mandava um boi bravo se ir de castigo, e que ria, sempre ria — riso grosso, quando irado; riso fino, quando alegre; e riso mudo, de normal.
~ João Guimarães Rosa
O demônio esbarra manso mansinho, se fazendo de apeado, tanto tristonho, e, o senhor pára próximo – aí então ele desanda em pulos e prazeres de dansa, falando grosso, querendo abraçar e grossas caretas – boca alargada. Porque ele é – é dôido sem cura. Todo perigo.
~ João Guimarães Rosa
Longe dos outros, deixado num extremo, no canto mais escuro e esquerdo do telheiro, Sete-de-Ouros estava. Só e sério. Sem desperdício, sem desnorteio, cumpridor de obrigação, aproveitava para encher, mais um trecho, a infinda linguiça da vida.
~ João Guimarães Rosa
Mal que em minha vida aprontei, foi numa certa meninice em sonhos – tudo corre e chega tão ligeiro –; será que se há lume de responsabilidades? Se sonha; já se fez...
~ João Guimarães Rosa
O senhor sabe o que o silêncio é? É a gente mesmo, demais.
~ João Guimarães Rosa
Fugi. De repente, eu vi que não podia mais, me governou um desgosto.
~ João Guimarães Rosa
A ceia indo principiando, somente falei também de sérios assuntos, que eram a política e os negócios da lavoura e cria. Só faltava lá uma boa cerveja e alguém com jornal na mão, para alto se ler e a respeito disso tudo se falar.
~ João Guimarães Rosa
Vai assim, vem outro café, se pita um bom cigarro.
~ João Guimarães Rosa
Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães… O sertão está em toda a parte.
~ João Guimarães Rosa
o Sujo: o que aceita as más palavras e pensamentos da gente, e que completa tudo em obra;
~ João Guimarães Rosa
Moço! Toda saudade é uma espécie de velhice.
~ João Guimarães Rosa
Para a gente se transformar em ruim ou em valentão, ah basta se olhar um minutinho no espelho – caprichando de fazer cara de valentia, ou cara de ruindade.
~ João Guimarães Rosa