Quotes from Jorge Amado
E, apesar de que lá fora era o terror, qualquer daqueles lares era um lar que se abriria para Pedro Bala, fugitivo da polícia. Porque a revolução é uma pátria e uma família.
~ Jorge Amado
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A ésa, su mujer, no la tenía sólo en la cama. Estaba para siempre clavada en su pecho, cosida a su cuerpo, en la planta de sus pies, en el cuero cabelludo, en la punta de los dedos.
~ Jorge Amado
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Era sempre crepúsculo na enfermaria. Era como uma antessala do túmulo, com as pesadas cortinas que impediam a luz de entrar.
~ Jorge Amado
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El hecho de que no se comprenda o se explique una cosa no termina con ella. Nada sé de las estrellas, pero las veo en el cielo, son la belleza de la noche.
~ Jorge Amado
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só digo bem dos hipies, são pássaros do jardim de Deus, todos eles, os místicos e os ateus. - Os místicos e os ateus, como pode ser isso meu pai? Não cabe em meu entendimento. - Não é o rótulo que dá qualidade à bebida, meu filho.
~ Jorge Amado
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Apesar de não ser noite de lua, havia um romântico romance no casarão colonial. Ela sorria e baixava os olhos, por vezes piscava com um olho porque pensava que isto era namorar. E seu coração batia rápido quando o olhava. Não sabia que isso era amor.
~ Jorge Amado
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Vão alegres. Levam navalhas e punhais nas calças. Mas só os sacarão se os outros puxarem. Porque os meninos abandonados também têm uma lei e uma moral, um sentido de dignidade humana.
~ Jorge Amado
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É aqui também que mora o chefe dos Capitães da Areia: Pedro Bala. Desde cedo foi chamado assim, desde seus cinco anos. Hoje tem quinze anos. Há dez que vagabundeia nas ruas da Bahia. Nunca soube de sua mãe, seu pai morrera de um balaço. Ele ficou sozinho e empregou anos em conhecer a cidade. Hoje sabe de todas as suas ruas e de todos os seus becos. Não há venda, quitanda, botequim que ele não conheça.
~ Jorge Amado
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João José, o Professor, desde o dia em que furtara um livro de histórias numa estante de uma casa da Barra, se tornara perito nestes furtos. Nunca, porém, vendia os livros, que ia empilhando num canto do trapiche, sob tijolos, para que os ratos não os roessem. Lia-os todos numa ânsia que era quase febre.
~ Jorge Amado
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Apelidaram-no de Professor porque num livro furtado ele aprendera a fazer mágicas com lenços e níqueis e também porque, contando aquelas histórias que lia e muitas que inventava, fazia a grande e misteriosa mágica de os transportar para mundos diversos, fazia com que os olhos vivos dos Capitães da Areia brilhassem como só brilham as estrelas da noite da Bahia.
~ Jorge Amado
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O mundo só vai prestar Para nele se viver No dia em que a gente ver Um gato maltês casar Com uma alegre andorinha Saindo os dois a voar O noivo e sua noivinha Dom Gato e Dona Andorinha
~ Jorge Amado
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No mais fundo do seu coração ele tinha pena da desgraça de todos. E rindo, e ridicularizando, era que fugia da sua desgraça. Era como um remédio.
~ Jorge Amado
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Por entre cabeças se descobrindo ou se inclinando, a recolher gestos e palavras de conforto e simpatia, em meio ao bulício da cidade, gente a passar, a conversar, a rir, dona Flor caminhou com seu buquê de flores destinadas à campa de Vadinho. Ia em direção ao cemitério mas era na vida que de novo penetrava; ei-la de retorno, convalescente ainda.
~ Jorge Amado
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Tudo não, Teodoro, tu não sabes que obscuro poço é o coração da gente.
~ Jorge Amado
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O Sem-Pernas sentia que uma angústia o tomava e que era impossível dormir. Se dormisse viriam os maus sonhos da cadeia. Queria que aparecesse alguém a quem ele pudesse torturar com dichotes. Queria uma briga. Pensou em ir acender um fósforo na perna de um que dormisse. Mas quando olhou da porta do trapiche, sentiu somente pena e uma doida vontade de fugir. E saiu correndo pelo areal, correndo sem fito, fugindo da sua angústia.
~ Jorge Amado
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Nas ruas em torno sobravam as mexeriqueiras velhas e jovens, pois para exercer tal ofício não se exige documento de idade. Dona Dinorá era a primeira dessas xeretas; em sua atividade tamanhos sucessos obteve a ponto de ser-lhe atribuída fama de vidente.
~ Jorge Amado
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Quanto mais puta em jovem mais séria na velhice. Ficou donzela e bucho…
~ Jorge Amado
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Boa-Vida achava besteira sair da Bahia, onde, quando crescesse, seria tão fácil viver uma boa existência de malandro, navalha na calça, violão debaixo do braço, uma morena para derrubar no areal. Era a existência que desejava ter quando se fizesse completamente homem.
~ Jorge Amado
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Ia devagar, como se carregasse um peso dentro de si, ia como que curvado por dentro.
~ Jorge Amado
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Moça de olho baixo é descarada esperando ocasião…
~ Jorge Amado
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L'allegria va conservata nello champagne; mentre la cachaça tutt'al più consola dalle disgrazie, quando consola
~ Jorge Amado
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Pedro Bala também só tinha quinze anos, mas há muito tempo conhecia não só o areal e os seus segredos, como os segredos do amor das mulheres. Porque se os homens conhecem esses segredos muito antes que as mulheres, os Capitães da Areia os conheciam muito antes que qualquer homem.
~ Jorge Amado
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Yansã veio à Bahia em visitação para conserta-lhes a vida torta, pôr cobro à maldade, ensinar o bem e o gozo, a alegria de viver. Revestiu o manto de trovões de Santa Bárbara, seu alter ego, embarcou no saveiro de mestre Manoel, implantou a confusão, atravessou os limites da balbúrdia e do perigo, salvou a vida de um padre-melancia, se divertiu.
~ Jorge Amado
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O sol deixava cair sobre as ruas uma claridade macia, que não queimava, mas cujo calor acariciava como a mão de uma mulher.
~ Jorge Amado
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